E aquele momento era tudo o que ela queria
-Sorria, sinta essa energia
Sem muitas palavras ela tentou agir
Sentindo muito mais do que imaginou sentir
E desta vez ela não queria fugir
Queria se entregar
Seja lá como, parar de sonhar
Vivenciar o momento que poderia nunca mais voltar
E ela saiu com medo
De nunca mais sentir aquilo novamente
Chegou a ficar doente
-Por que esse medo de repente?
Ela passou do limite do sentir
Ia além do prazer e queria deixar tudo acontecer
Cansada de sonhar e imaginar
Insegura em pensar que poderia amar
Certa de que não deveria sustentar
Resolveu viver a vida
Sem se preocupar.
Natalia Ansbach
2 comentários:
Sinto como se vc tivesse de alguma forma conseguido extrair todos os sentimentos difusos de minha mente e os transposto em forma de poesia. Poesia linda, diga-se de passagem :). E... sempre viver, mas se jogar ;).
Bisous amiga :***.
"See I'm all about them words
Over numbers, unencumbered numbered words
Hundreds of pages, pages, pages for words
More words than I had ever heard, and I feel so alive"
P.S.: "Como se jogar perante o mar fosse a única saída
A menina se jogou
Mergulhou, nadou com os peixes, brincou em meio às algas tal qual sereia
E voltou
Perdida, confusa, sem chão, após se perder em meio às ondas que ora a puxavam, ora a expulsavam
Mas fortalecida
E no final, somente isto contava
Ela viveu, mesmo que por poucos segundos
Chorou, sofreu
Mas viveu
Quantos poderiam dizer ter vivido a vida?
Ela podia
E por enquanto, somente isto lhe era o bastante
E voltou a se jogar no mar."
bom.. isso diz muito.
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