quinta-feira, maio 21, 2009

Fernando Pessoa - I don`t know how many souls I have

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê.
Quem sente não é quem é.

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo,
É do que nasce, e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só.
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo, «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

quarta-feira, maio 20, 2009

E foi assim...

Passo do ponto onde queria parar
Não paro, disparo contra uma força que me puxa
Teimo em seguir
Sinto muito
Sinto tanto que consigo
Passo do limite
Outro lugar
Outro ar
Respiro um pouco aliviada
Corro
Faço parte do sonho que tive um dia
Vivo sonhando
Vivo o sonho
Encaro o fato de que posso voar
Acordo e saio de casa.


Tudo é tão novo
Tudo é gostoso
Tudo é diferente
Tudo é exatamente como no sonho.
Tudo faz parte
Tudo é parte
Tudo se encaixa
Eu faço parte
Parte de mim ficou lá
Parte de mim está aqui
Para onde devo seguir?

Natalia Ansbach

quarta-feira, abril 29, 2009

Qualquer outra coisa

De tudo o que sinto ultimamente
Sinto que estou no lugar certo
Sinto que vivo no lugar errado
Faço da minha vida o que quiser fazer
Vou e volto na página que eu quiser
Quantas vezes quiser
Sito o controle que tenho
Ao mesmo tempo não consigo controlar o que sinto
Desfaço nós antes feitos
Carrego uma cruz assim como voce
Tento esvaziar meus pensamentos
Por um minuto queria não pensar
Apago todos os ex sentimentos
Sinto tudo de novo
Tudo novo
Visto roupa clara
Busco a paz
Quando saio e respiro
Sinto o diferente
Na verdade não é diferente para todo mundo
Igual pra quem está aqui
É melhor ou muito melhor?
O que é?
O que é isso?
E acordo tentando decifrar um sonho qualquer.

Natalia Ansbach

quarta-feira, abril 15, 2009

Diversas cores/Colors

Eu sinto você.
É bom te sentir
Mesmo de longe
Eu desejo algo mais
Longe de mim desejar algo ruim
Eu não sinto
Eu quase explodo
Quando sinto que posso sentir
Fujo como sempre fiz
É o que mais sei fazer
É o que sempre tenho que fazer
Fingir que não sinto
Eu quero te sentir
Mas não quero querer
Querer é algo além
Não posso me sentir
Saio de fininho
Deixo ali os meus desejos
Pensamentos me levam a qualquer outro cômodo
Incomodo você com um olhar
Desloco-me para um outro lado
Sentindo de tudo um pouco
Sinto cores
Sinto vaidade
Tesão na verdade
Sinto o poder que tenho
Sinto pena
Pena não poder sentir você
Apago a luz
Desloco-me para um outro mundo
E sonho.

Natalia Ansbach

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English Version


I feel you.

I really like to feel you
Even from faraway
I want something else
I would never wish something bad
I do not feel anymore
I almost explode
When I feel that I can
I always run away as you know
This is what I`m about

Just pretend it and don`t feel it
I wish you could feel the same
But I don`t want to
I do feel
I think that I can`t control myself

Then I leave you
I give up on you
Thoughts put me in another room
I`m Bothering you just by look in your eyes
I Move to the other side
I have a little bit feelings of everything
This is Color
I pride
Hot indeed
I feel the power
I feel bad
Too bad I can`t feel you
I turn off the light
And I move to another world
To dream.


Natalia Ansbach

sexta-feira, março 27, 2009

Sometimes..

Às vezes sinto algo estranho,
O coração aperta
Sinto-me tão em casa que tenho até medo
Não quero voltar ao mundo que pertenço
Não quero viver de medo, viver em guerra
Quero um pouco de paz
Um pouco de luz no dias escuros
Quero viver intensamente uma grande oportunidade
Quero viver
Aqui.


Natalia Ansbach

quinta-feira, março 05, 2009

É isso mesmo?

O que é isso que sinto?
É estranho
Consciente demais
Angustiante demais

Era apenas isso?
Só isso?
Assim, tão...vão?
Clichê?

O que é isso que sinto?
É explicável
Impossível
Indispensável

Sempre foi assim?
Tudo sempre igual?
Ou eu sou diferente?

Eu sinto, você sente
é injusto
diferente
Você se faz indiferente
Mas sente
Inocente?
Indecente

...

Atraente.

Naty Ansbach

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Pensamentos(Cliche)

Pensamentos sentem
Pensamentos se cruzam
Criam fila de tanto pensar
Pensamentos mergulham
Tão fundo que quase chegam a sufocar
Pensamentos desejam, criam
Se embolam na lama suja dos sentimentos avessos
Pensamentos não tem educação
Vem todos ao mesmo tempo
Pensamentos fazem doer
Curar, exercitar
Pensamentos podem servir para nada
Mas podem ajudar muito
Pensamentos me levam a qualquer lugar
Faço deles o que quiser
Pensamentos são loucuras
Às vezes certeza, indecisão
Pensamentos sempre tem fundamentos
Clamam pelo real

Vivo de pensamentos
Penso em viver
Meus pensamentos sempre me levam a você.


Natalia Ansbach

terça-feira, janeiro 27, 2009

Cilada de domingo.

Pausa na poesia para postar baboseiras.. rs

Mas que ideia(ou idéia? Oh bagunça literária..) de índio a minha de ir a uma sorveteria em um final de domingo de sol. Lógico que 60% dos índios de Niterói foram a sorveteria nesse mesmo horário. A cilada já começa na hora de estacionar, roda, roda, roda e nada de vagas próximas, depois a fila para pegar o sorvete, onde pessoas se encontram conversando sobre diversos assuntos menos pegando o sorvete. Com toda educação que tenho, peço licença e passo a frente com meu potinho. Caras feias me olham (deveriam olhar feio assim quando jogam porcarias no chão da rua..rs), e eles nem potinho em mão tem. Pego meu sorvete, que dura pouco mais de 3 segundos, como sempre o mesmo sabor de doce de leite com calda quente de chocolate e 7 confetes em cima. Hora de pegar mais uma fila, a fila do caixa. (Fila pra estacionar, escolher, pagar, sentar, fila..fila..fila...)Com muita paciencia(meu teclado é em ingles, alguns acentos eu não consigo utilizar) aguardo uma senhora anotar em um guardanapo o nome, cep ,endereço, telefone da sorveteria. Onde vou sentar?

Filaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa..

Tudo bem, o sorvete tava gostoso. Mais uma vez cilada.. rs


Por que Índios?

-Araribóia(um índio) é considerado o fundador da cidade de Niterói, e uma estátua sua pode ser vista no centro da cidade, fronteira à estação das barcas, com os olhos voltados para a baía de Guanabara e a cidade do Niterói sob sua proteção.(Na verdade eu já acho que ele fica olhando pro Rio mto pu** com tudo o que tem acontecido.)



Boa Semana

Naty Ansbach

quarta-feira, janeiro 14, 2009

É sempre bom te ver...

É sempre bom te ver
Tentador, com olhar de quem tem todas as intenções
Desejos saltam de ti sem o menor pudor
Obsessões se escondem em mim
Desejo mais do que tudo por um momento, voce
Te vejo quando eu quero
Basta pensar em ti, te encontro
Nem sei explicar como
Nossas energias se cruzam em outro plano
Em meio ao não saber o que dizer
Sem graça em te ver
Privilégio para poucos esse sentimento
Tudo acelera, sobe um calor
Não sei bem para onde ollhar
O que pensar?!

É sempre bom te ver...



Natalia Ansbach

quinta-feira, novembro 06, 2008

Onde estão os anjos?

É noite
Pensamentos brilham feito purpurina

Desejo fortemente o que não alcanço de vista
Invisto no sonho gostoso
Não acordo por qual quer coisa
Durmo quase para sempre
Só assim, sinto
Vejo cores no céu dos anjos da noite
São meus
Meus desejos que estão agarrados aos anjos
Anjos que não soltam por receio de cair em realidade

Cruel realidade, eles sabem que é cruel
E não os deixam cair
Amanhã de manhã, se acordar do bom sonho
Quem sabe não realizo tais desejos.


Naty Ansbach

domingo, novembro 02, 2008

AAAAH

Instinto que invade
Toma conta
Faz parte
Instinto que atropela
Se encaixa nos pensamentos
Me toma por completo
Me torna incompleto
Des desejando
Tentando não pensar
Amnésia de desejos
Cumpro leis
Compro uma briga
Comigo mesma
Instinto assustador
Vontade, pulsão
Querer enlouquecido
Enlouquece
Embaralha pensamentos
Enrrola os desejos
Rola no chão de tanto que sente
Mente e cobre toda vontade
Céu encoberto de incertezas
Dias e dias de luz baixa
Tentativa de controle
Descontrolada de tanto tentar
Malditos dogmas sociais
Sentir agora, não quer dizer
Que inconscientemente se sente.

Naty Ansbach

domingo, outubro 12, 2008

Do mesmo ponto onde parei

Tomo-me novamente
de repente sinto
tudo de novo
mais uma vez
seguido de lagrimas tensas
corpo que treme
suor gelado
frio que aquece
pensamentos perversos
loucura sensata
descontrole por um momento
tentativa de fuga
desperdício de libido
olhar atento e profundo
local inadequado
mais uma vez
tento não pensar
sonhar sozinha
sentir que passou
seguir sem sentir
esquecer de reagir
fechar os olhos apertados
desculpas esfarrapadas
me desculpo de mim
te culpo
grito comigo
amanhece de novo
anoitece de novo
vai passar...
vai voltar...
passou...
mais uma vez.

Natalia Ansbach

sábado, julho 12, 2008

Amor maior

faz falta
foi tudo
Sempre feliz em me ver
Falava só no olhar
Confortava quando nao dava para aguentar
ouvia todos os meus problemas
trazia alegria, sempre
me desculpa às vezes a falta de paciência
vai, faça o que quiser
como quiser
agora voce pode
seja feliz ai
continue sempre assim
leve essa leveza onde quer que esteja agora
só não esqueça de mim
nunca
eu nunca vou te esqueçer.

Natália Ansbach

ps- Meu cãozinho faleceu hoje. Ah que falta !! Falta que sinto. Sinto tanta falta.

quarta-feira, junho 11, 2008

Beijo


E então ele recusou o beijo inocente
Recuou como bicho do mato verde que foge
Renomeou o evento de 'amizade'
Ditou seus princípios e quase saiu para sempre da vida dela
E então ele recusou um simples Olá
Demonstrou não se afetar
Denominou perda de tempo parar para pensar
E então ela deixou pra lá
Deparou-se com o desprezo
No fundo ela não queria só um beijo
No fundo ele queria só um beijo
Estava escrito nas estrelas
Pedras no caminho
Ele não queria que fosse assim


Mas ela, sim.





Natália Ansbach





quinta-feira, junho 05, 2008

Deu nó




Lá fora é muito perigoso
Tem pessoas sem desejos
Isto é um perigo!
Eles não sonham...
Eles não amam...

Não tenho medo
Eu tenho coragem
Eu tenho direção
E é para o outro lado.

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Desfaço o nó que tem aqui dentro
Despacho os sentimentos que não tolero
Desmistifico e fico pura-mente desejante
Me desejo fortemente
Impulsiono ações antes incapazes de tomarem algum rumo
E decido sair por ai
Sem ser assim tão...vão
Desalinho-me em curvas
Desespero-me com tudo o que não é comum
Éticamente saio de fininho
Faço um nó bem apertado
Guardo na caixa cor de rosa e amarela
Faço mágica
Desfaço-me de mim.


Natália Ansbach /Voluntários da Pátria em Ação 2008

quarta-feira, abril 30, 2008

Obsessões

Ideias, pensamentos, impulsos, imagens persistentes, inadequadas, intrusivas, causam ansiedade, sofrimento...


Então eu penso: Acho que todos temos uma ou mais obsessões.


Naty

quinta-feira, abril 17, 2008

.....

Peço ajuda! Aos bons sentimentos,
bons pensamentos ainda existentes no mundo

Peço a cura! Para toda essa tristeza
angústia de muitos passados

Peço caráter! Aos que não tiveram
quando deveriam ter tido.

Peço vida! Muito tempo
para ainda conseguir o que me falta

Peço gentileza! Verdade! Honestidade!
dos que me cercam
é para sempre.

Peço band-aid para tapar os buracos abertos.
Feridas jamais cicatrizadas.

Peço liberdade que nunca terei
até enfim tê-la

Peço as armas de Jorge emprestadas
para lutar contra minha mesma metade.

Até ... até quando isso tudo acontecer...


Natália Ansbach

terça-feira, abril 08, 2008

E pensei:

O Romantismo é como a educação no Brasil, é para poucos.
(Quase não se vê)


Será?!

Homem que é homem, não é romântico
Homem que é Romântico, não é homem
Homem Romântico não existe mais.



Esquisito seria ser normal como você.



quinta-feira, abril 03, 2008

Novidade!!! Nova idade.

Agora com 23 primaveras,
encarando a vida de outra janela,
de uma alma armada,
ao mesmo tempo aberta,
a possibilidades inteligentes,
a tudo que puder ajudar ao próximo
Agora com 23 primaveras,
quero mais, muito mais força,
muito mais energia,
muito mais luta,
muito mais vida.
Viva a vida a ser vivida
''Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.''
(Vinícius de Moraes)
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"Filhos da Morte Burra"

Jovens sem nenhuma utopia caminham tensos pelas ruas de suas casas velhas,
sem nenhuma luz, sem nenhuma luz de Fernando Pessoa;
fechados nas sexuais telas da impotência,
se masturbam contemplando corpos em decomposição.
Norte de minha Fé,
onde estavam o beija-flor e o arco-íris na hora do nascimento dessas criaturas?
Quantos raios de flor restam nos corredores dos céus de vossas bocas?
Quais nascentes clamam por seus nomes?
Eu entrando na virtuosa idade e eles entrando em idade nenhuma.
Os filhos da morte burra cheiram o branco pó da anemia, esqueceram que um dia tocaram na poesia da transgressão em pleno ventre de suas esquecidas mães;
esqueceram de colar o ouvido ao chão para ouvir as ternas batidas do coração das borboletas.
Os filhos da morte burra,
jamais levantam uma folha para conhecerem o labor dos insetos;
jamais erguem uma taça ao luar brindando a vigorosa lua.
Os filhos da morte burra desconhecem ou nunca ouviram falar em iluminação;
abrem a boca apenas para "vomitar".

EDU PLANCHÊZ
Luz a todos
Naty Ansbach

quarta-feira, março 26, 2008

Viva o que se vive!

Quanto tempo vai durar essa indecisão?
Por quanto tempo serei injusta?
Por quanto tempo vou querer o que não me convém?
Por quanto tempo vou sentir que fiz tudo errado?
Por quanto tempo vou sonhar com o provavelmente?
Por quanto tempo vou conseguir segurar tudo o que sinto?
Por quanto tempo serei sincera contigo e desonesta comigo?
Por quanto tempo vou esperar que o tempo resolva os meus problemas?
Quero tudo e não quero o que deveria querer
Quanto tempo é necessário para se aprender a viver?


Natália Ansbach